O Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP) apresenta, no curto prazo, mais de 70 oportunidades de negócios nas áreas de serviços técnicos, apoio e suprimento de materiais. São produtos e serviços demandados pelas 18 empresas já em operação no CIPP e que são supridas por outros estados por falta de empresas habilitadas.
A informação é do presidente da Associação das Empresas do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (AECIPP), Fernando Moura, que falou dos desafios e oportunidades do Pecém em evento organizado para empresários pela Câmara de Comércio Brasil-Portugal, na sede da Federação das Indústrias do Ceará (Fiec), ontem.
“As oportunidades são inúmeras. Estas são apenas algumas que conseguimos enxergar no curto prazo num levantamento que fizemos com as empresas que já estão instaladas. São negócios que poderiam ser supridos por empresas cearenses, mas que hoje estão sendo atendidas em grande parte por empresa de fora”, disse.
A principal carência é por empresas especializadas em manutenção industrial, demanda que vem sendo suprida pela Bahia, São Paulo e Santa Catarina. Há também mercado para serviços de apoio como restaurantes, agências de viagem ou vigilância e de suprimentos de materiais como fornecedores de válvulas e purgadores de vapor, chapas e tubos. Moura explica, no entanto, que a natureza do processo industrial com grandes empreendimentos, como a da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP), traz tratativas e exigências comerciais maiores.
E apesar de ter bom nível de mão de obra capacitada e cursos de excelência no Ceará, ele diz que algumas áreas técnicas precisam de profissionais que ainda não têm no Estado, a exemplo de soldador qualificado para tubulação, isolador térmico ou montador de andaime.
Com investimentos da ordem de R$ 28,5 bilhões, hoje o CIPP tem 18 empresas instaladas e outras dez em implantação. Dentre estas, a Bahiana Distribuidora de Gás, a Bom Cearense, a Emy Log Serviços Auxiliares de Transporte Aéreo Ltda. Maré Cimentos, Phoenix do Pecém e Vale do Pecém. Mais de 12,3 mil empregos diretos estão sendo gerados. “O Pecém é uma ilha de oportunidades e nós cearenses temos que aproveitar”, diz Moura. E para novas empresas chegarem ao CIPP a via é a Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece).
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Serviços técnicos no Pecém são manutenção de máquinas elétricas; manutenção de instrumentação; serviços de inspeção de equipamentos; manutenção de equipamentos rotativos de uso geral; entre outros
Serviços de apoio vão desde vigilância; manutenção predial e civil; limpeza predial; bancos; agências de viagem; restaurantes (comum e vip); lanchonete (fast-food); locadoras de veículos leves; locadoras de ônibus; transporte circular interno ao complexo; serviços de moto-boy; Senai, IFCE e empresas de treinamento; empresas de informática;
Suprimento de materiais tem para material de escritório; suprimento de informática; livraria; ferramentas; consumíveis para soldagem; equipamentos de proteção individual (EPI); equipamentos de segurança para proteção coletiva; etc
Hub e operações no terminal
O presidente da Termaco, Carlos Maia diz que, até o final do ano, vai inaugurar a primeira fase de um terminal intermodal de cargas no CIPP, um aporte de R$ 20 milhões. A ideia é começar com 30% da capacidade total. “É uma área de 100 mil m² para movimentar as cargas que já operamos dentro do porto e que necessitam de área adicional fora do porto”.
A diretora comercial da Ceará Portos, Rebeca Oliveira, explica que até julho devem ser inaugurados dois novos berços e equipamentos que vão possibilitar triplicar a movimentação no Porto, hoje estimada em 200 mil teus. Ela diz que a ideia é atrair para o Ceará um hub de contêineres.
Neste sentido, parcerias já foram firmadas com o porto de Panamá e de Rotterdam. E que agora, o órgão está em fase de negociação com linhas de navegação que já operam no Porto, como a Hamburg Sud a Maersk, e também com empresas de fora. “Queremos já estar com isso resolvido para o ano que vem”, diz Rebeca. (Irna Cavalcante)
fonte: O Povo